Uma
questão que afeta todos aqueles que lidam
com instrumentos musicais e em especial seus construtores, é a
nomeclatura e codificação de cada tom.
Olhando apenas para as culturas ocidentais, primeiramente,
temos a duplicidade de nomes para os tons: o sistema
latino Dó, Ré, Mi, Fá, Sol,
Lá, Si e o sistema anglo-germânico A,
B, C, D, E, F, G, sendo que os gremânicos usam
o B para designar o Bb (si bemol) e o H para o B
(si natural). Para indicar os sustenidos (#) e bemóis
(b) os germânicos também utilizam os
sufíxos "is" e "es", por
exemplo Dis = Ré#, Des= Réb. Mas a
questão fica ainda mais complicada quando
se trata de definir em que oitava um certo tom esta.
Existem sistemas de "tracinhos" após
o tom combinados com letras maiúsculas e minúsculas
(ex. E e' e''), traços em baixo do tom, números
associados as oitavas, números absolutos que
nomeiam seqüencialmente a escala cromática,
etc.. Infelizmente falta clareza quanto à referência
comum entre todos estes sistemas o que torna muitas
vezes o entendimento sobre os tons um tanto confuso.
A fim de tornar claro
para os nossos clientes a tessitura e os tons de
nossos instrumentos optamos pela seguinte codificação,
tentando aproveitar o melhor que encontramos em cada
sistema já existente:
Para os tons usamos
letras como no sistema anglo-americano.
Usamos o # para sustenido e b para bemóis.
Numeramos as oitavas tomando como base o teclado completo de um piano, onde
o primeiro Dó é o C1.
Assim temos: C4 = ao Dó central, C5 = ao Dó do terceiro espaço
da clave de sol, A4 = o Lá 440Hz e assim por diante. |