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A Lira
Karla de Castro Parreiras Polanczyk
No mundo atual, somos invadidos e até mesmo agredidos
com a música eletronicamente produzida. Tons mais
puros e verdadeiros de instrumentos acústicos não
chegam aos nossos ouvidos com muita freqüência.
O renascimento da lira, no início do século
XX, pelas mãos de Lothar Gaertner e Edmund Pracht,
inspirados por Rudolf Steiner, traz essa qualidade de alimento
anímico para o homem, atualmente tão carente
de amorosidade, valores morais e espirituais.
A lira é o instrumento de cordas mais antigo conhecido
pelo homem, e de acordo com alguns registros, data de 4000
anos (ACALANTO). Existem, entretanto, registros arqueológicos
bem mais antigos, encontrados em cavernas na França,
sob forma de pinturas do que seriam talvez os “ancestrais“ mais
antigos da lira e da harpa, datadas de 15.000 AC (3). No
Egito antigo, a lira e a harpa eram consideradas instrumentos
sagrados, sendo utilizada nos templos e nas escolas de
mistério.
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